FBA RISE: de frente com o abacatudo!
Lucas Fernandes, campeão da Elite, Comissário da Rise, advogado, administrador “excelente” e Boto Tucuxi — por exigência do próprio entrevistado

Depois de conversar com o Ônibus, o De Frente com o Abacatudo decidiu fazer algo que provavelmente viola algum protocolo interno da FBA:
entrevistar o Comissário.
Lucas Fernandes chega à entrevista carregando quatro títulos diferentes:
campeão da Elite, GM do Villanova Valleys, Comissário da Rise e advogado.
O quinto título, Boto-Cor-de-Rosa, ele prefere corrigir para Boto Tucuxi.
Respeitamos a precisão científica.
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ABACATUDO:
Qual seu nome?
LUCAS FERNANDES:
Lucas Fernandes.
ABACATUDO:
Começamos com uma informação que, até onde sabemos, não está envolvida em nenhum processo administrativo.
Excelente começo.
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ABACATUDO:
Qual seu time?
LUCAS FERNANDES:
Villanova Valleys.
ABACATUDO:
Atual campeão da Elite.
Só registrando porque existe uma possibilidade razoável de Lucas mencionar isso espontaneamente nos próximos 30 minutos.
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ABACATUDO:
Você acabou de ser campeão da Elite. O que é mais difícil: ganhar uma temporada ou continuar sendo humilde depois dela?
LUCAS FERNANDES:
Já estou pensando no back to back de Villanova.
Humildade não se confunde com a verdade.
ABACATUDO:
A temporada acabou e Lucas já está planejando o próximo título.
É bonito.
Normalmente o campeão comemora.
Lucas aparentemente abriu uma planilha.
“Back to back” é o que acontece quando você ganha uma temporada e imediatamente decide que o título anterior já está velho.
Humildade não se confunde com a verdade.
Mas aparentemente também não se confunde com Lucas Fernandes.
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ABACATUDO:
Como você descreveria sua administração em uma palavra?
LUCAS FERNANDES:
Excelente.
ABACATUDO:
Perguntamos uma palavra.
Lucas entregou também a avaliação de desempenho.
Não sabemos se isso é confiança ou se o Comissário já está preparando o próprio relatório de fim de ano.
Nota da redação: excelente.
Fonte: Lucas Fernandes.
Conflito de interesse: evidente.
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ABACATUDO:
O que você acha que fez a diferença para o Villanova Valleys conquistar essa temporada?
LUCAS FERNANDES:
Ter sido no pelo.
ABACATUDO:
Uma análise técnica extremamente detalhada.
Consultamos especialistas. Eles explicaram que no pelo foi uma ação estratégica, pontual, dura e claramente sem proteção.
Mas, considerando que funcionou, decidimos não questionar.
O Villanova aparentemente descobriu uma nova metodologia competitiva.
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ABACATUDO:
Depois de ser campeão da Elite, qual time da Rise você acha que mais tem potencial para chegar lá em cima?
LUCAS FERNANDES:
Para a atual temporada, acredito no San Antonio e Indiana. Para o futuro, acredito no Skywalkers.
ABACATUDO:
San Antonio e Indiana no presente.
Skywalkers no futuro.
Três franquias receberam o selo de aprovação do atual campeão.
Se der certo, Lucas é visionário.
Se der errado, ele estava apenas conversando com um jornal.
É uma profissão maravilhosa, essa de prever o futuro depois que ele acontece.
Nota da redação: San Antonio ficou fora do Offs.
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ABACATUDO:
Tem algum time da Rise que você gosta particularmente, mesmo sem ter nenhuma relação com ele?
LUCAS FERNANDES:
New York Storm Strikes.
ABACATUDO:
Uma escolha elegante.
Nenhuma acusação.
Nenhuma investigação.
Nenhum Timeout.
Por enquanto.
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ABACATUDO:
Tem algum time da Rise que você torce para dar certo?
LUCAS FERNANDES:
Louisiana e Tampa DeathSails.
ABACATUDO:
Duas franquias receberam apoio do Comissário.
A administração informa que isso não interfere nas decisões da liga.
A redação informa que vai guardar esta resposta.
Só por precaução.
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ABACATUDO:
Agora sendo Comissário: você consegue torcer por algum time sem deixar isso interferir nas suas decisões?
LUCAS FERNANDES:
Sim. Se não, o Robô não teria comido o pão que o diabo amassou.
ABACATUDO:
Lucas escolheu demonstrar imparcialidade lembrando publicamente que já fez o Robô comer o pão que o diabo amassou.
É uma metodologia interessante.
“Não sou parcial.”
“Como prova, vou lembrar de alguém que eu puni.”
A Constituição agradece.
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ABACATUDO:
E tem algum time que você definitivamente NÃO gostaria de ver campeão?
LUCAS FERNANDES:
Virginia Tigers.
ABACATUDO:
Perfeito.
O Comissário acaba de declarar oficialmente que existe um time que ele preferiria não ver campeão.
A imparcialidade continua viva.
Está apenas passando mal em algum lugar.
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ABACATUDO:
Qual GM você acha que mais precisa de supervisão?
LUCAS FERNANDES:
Felipe Portela.
ABACATUDO:
Portela acaba de ser colocado sob supervisão sem direito a recurso.
Não sabemos o que ele fez.
Mas aparentemente Lucas sabe.
E, considerando que Lucas é advogado, talvez seja melhor não perguntar.
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ABACATUDO:
Qual GM você acha que seria incapaz de sobreviver uma semana como Comissário?
LUCAS FERNANDES:
Nebacetin.
ABACATUDO:
Uma semana?
Nós achávamos que a pergunta era sobre sobrevivência.
Lucas respondeu como se estivesse escolhendo quem não passaria da primeira fase.
Nebacetin, infelizmente, não passou na avaliação.
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ABACATUDO:
Se você tivesse que escolher um GM para ser seu braço direito na administração da Rise, quem seria?
LUCAS FERNANDES:
Ewerthon Soares.
ABACATUDO:
Ewerthon acaba de ganhar uma promoção.
Não sabemos para qual cargo.
Mas aparentemente agora ele tem acesso ao gabinete.
Parabéns.
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ABACATUDO:
E qual GM você jamais colocaria perto de qualquer decisão administrativa?
LUCAS FERNANDES:
Noah.
ABACATUDO:
Noah não foi contratado para o cargo.
Não foi indicado.
Não foi consultado.
Mas acaba de ser demitido mesmo assim.
Eficiência administrativa.
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ABACATUDO:
Qual foi a decisão mais difícil que você precisou tomar como Comissário?
LUCAS FERNANDES:
Timeout no Ônibus e Moschen.
ABACATUDO:
Naturalmente.
A única coisa capaz de unir Ônibus, Moschen e Lucas Fernandes é uma decisão administrativa que nenhum dos três parece ter esquecido.
O episódio já ganhou tanta importância na história da Rise que, daqui a pouco, vai ter feriado.
Dia Nacional do Timeout.
Sem expediente.
Só discussão.
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ABACATUDO:
Você é Comissário da Rise. Em algum momento você percebeu que aceitou voluntariamente o cargo de babá de adulto?
LUCAS FERNANDES:
Percebi.
ABACATUDO:
Finalmente, uma declaração oficial.
A FBA Rise é uma liga de fantasy basketball administrada por adultos.
Tecnicamente.
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ABACATUDO:
Qual regra da FBA você acha que os GMs mais fingem não entender?
LUCAS FERNANDES:
Trocas de picks swaps.
ABACATUDO:
O famoso fenômeno:
“Eu não entendi a regra.”
Cinco minutos depois:
“Mas se você olhar dessa outra maneira, minha troca é perfeitamente legal.”
Lucas aparentemente já viu esse filme.
Várias vezes.
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ABACATUDO:
Qual foi a pior desculpa que um GM já deu para justificar uma decisão questionável?
LUCAS FERNANDES:
Ele disse que tinha adotado uma gata.
ABACATUDO:
Não vamos perguntar quem.
Não vamos perguntar o que aconteceu.
Não vamos perguntar o que uma gata tem a ver com uma decisão de fantasy basketball.
A gata está protegida pelo sigilo da fonte.
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ABACATUDO:
Vamos falar do episódio que movimentou a Rise: o que realmente aconteceu naquele Timeout que o Ônibus recebeu?
LUCAS FERNANDES:
Algo aconteceu.
ABACATUDO:
Depois de semanas de investigação, finalmente conseguimos a resposta.
Algo aconteceu.
O jornal agradece ao Comissário pela transparência.
A CPI do Timeout pode ser encerrada.

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ABACATUDO:
Na sua opinião, houve justiça ou o Comissário simplesmente acordou querendo exercer o poder?
LUCAS FERNANDES:
Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.
ABACATUDO:
O advogado não respondeu.
O Comissário não respondeu.
O GM não respondeu.
Mas o fã da Marvel apareceu.
É importante reconhecer quando uma pergunta foi derrotada por uma frase de efeito.
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ABACATUDO:
Depois daquele episódio, você acha que o Ônibus aprendeu a lição ou só ficou com mais vontade de falar merda?
LUCAS FERNANDES:
Espero que tenha aprendido.
ABACATUDO:
Esperança.
Uma palavra bonita.
Completamente incompatível com o histórico do Ônibus.
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ABACATUDO:
Se você pudesse aplicar um Timeout instantâneo em qualquer GM da FBA, quem seria?
LUCAS FERNANDES:
Anderson da Elite.
ABACATUDO:
Anderson acaba de ser escolhido.
Não houve julgamento.
Não houve defesa.
Não houve advogado.
Curiosamente, o entrevistado é advogado.
Talvez seja melhor correr.
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ABACATUDO:
Você é advogado. Qual GM da FBA você gostaria de defender em tribunal e qual você gostaria de processar?
LUCAS FERNANDES:
Gostaria de defender o Ewerthon Soares e processar o João Moschen.
ABACATUDO:
Ewerthon ganhou um advogado.
Moschen ganhou um processo.
E Lucas aparentemente decidiu transformar a FBA em uma extensão do escritório.
Só falta começar a cobrar consulta em picks.
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ABACATUDO:
Se uma negociação da FBA fosse parar no tribunal, qual GM você acha que chegaria com 47 páginas de argumento para justificar uma troca que claramente não fazia sentido?
LUCAS FERNANDES:
Nebacetin.
ABACATUDO:
47 páginas?
Subestimamos.
Nebacetin provavelmente chegaria com 47 páginas, três anexos e uma apresentação em PowerPoint intitulada:
“POR QUE VOCÊS ESTÃO ERRADOS E EU ESTOU CERTO — UMA ANÁLISE DEFINITIVA.”
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ABACATUDO:
Se a FBA Rise fosse um tribunal, quem seria o réu reincidente?
LUCAS FERNANDES:
Felipe do falecido Calgary estava sempre na cena do crime.
Rafael do Cincinnati RiverGems.
ABACATUDO:
Dois nomes.
Um deles vem acompanhado de um time que já morreu.
O outro vem acompanhado de outro time.
A FBA é realmente o único lugar onde uma entrevista pode começar falando de basquete e terminar parecendo relatório da Polícia Civil.
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O CASO DO BOTO
ABACATUDO:
Agora vamos para um assunto delicado: de onde surgiu essa fama de Boto-Cor-de-Rosa?
LUCAS FERNANDES:
Somos Boto Tucuxi, não cor de rosa.
ABACATUDO:
Importante correção.
Lucas não negou ser boto.
Ele apenas solicitou respeito à taxonomia.
A partir de hoje, o jornal se compromete a cometer os crimes contra a reputação dentro da classificação biológica correta.
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ABACATUDO:
É verdade que você tem uma tendência a se interessar por pessoas já comprometidas ou a FBA simplesmente está tentando destruir sua reputação?
LUCAS FERNANDES:
Isso é uma falácia. Nunca me envolvi com uma pessoa casada. Ela tinha namorado apenas.
ABACATUDO:
A defesa acaba de apresentar uma distinção jurídica extremamente específica.
“Casada” não.
“Namorando” sim.
O advogado Lucas Fernandes acaba de descobrir uma brecha no Código Civil que provavelmente não existe.
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ABACATUDO:
Casados e casadas: existe algum tipo de preferência ou o boto não faz distinção?
LUCAS FERNANDES:
Casadas.
ABACATUDO:
Resposta curta.
Objetiva.
Desnecessariamente comprometedora.
O entrevistado levou três segundos para transformar uma pergunta em evidência.
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ABACATUDO:
Você já teve que negar alguma acusação de ser o Boto ou simplesmente aceitou que essa reputação já faz parte da sua carreira?
LUCAS FERNANDES:
A piadinha faz parte, desde que dentro de um limite razoável.
ABACATUDO:
O Boto acaba de estabelecer regras para as piadas sobre o Boto.
A FBA realmente chegou ao ponto em que até a zoeira precisa de regulamento.
Lucas, como Comissário, deve estar orgulhoso.
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ABACATUDO:
Você considera essa fama injusta ou acha que o boto tem culpa no cartório?
LUCAS FERNANDES:
Acredito que tomou proporções maiores do que o que realmente aconteceu.
ABACATUDO:
Essa frase poderia ser dita por qualquer político brasileiro depois de qualquer escândalo.
Não estamos dizendo que Lucas é político.
Estamos dizendo que o treinamento jurídico está funcionando.
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ABACATUDO:
Se você pudesse trocar de franquia com qualquer GM da Rise por uma temporada, quem seria?
LUCAS FERNANDES:
Minnesota Paisley.
ABACATUDO:
Depois de ganhar a Elite, Lucas quer assumir o Minnesota.
Talvez queira descansar.
Talvez queira experimentar outra franquia.
Ou talvez queira descobrir como é ter problemas diferentes.
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ABACATUDO:
Para terminar: depois de ser campeão da Elite, virar Comissário e sobreviver às acusações de ser um boto, qual é a próxima coisa que falta Lucas Fernandes conquistar na FBA?
LUCAS FERNANDES:
Me livrar dela.
ABACATUDO:
E acabou.

Depois de ganhar a Elite, Lucas quer ganhar o quê?
Nada.
Depois de virar Comissário, quer administrar o quê?
Nada.
Depois de passar meses ouvindo que é Boto?
Quer distância.
É, talvez tenhamos finalmente encontrado o verdadeiro objetivo de Lucas Fernandes na FBA Rise:
não conquistar a liga.
Escapar dela.
O homem chegou ao topo.
Olhou para baixo.
Viu o Ônibus, Moschen, Nebacetin, Portela, Timeout, picks swaps, negociações e uma quantidade preocupante de adultos que precisam de supervisão.
E decidiu:
“Eu quero ir embora.”
Compreensível.
Até o Boto quer voltar para o rio.
DE FRENTE COM O ABACATUDO.
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Seja o primeiro (e talvez único) a acreditar e torcer pelo título de Villanova, e veja o comissário da liga preferir o sucesso de outras 2 franquias ao seu. A decepção dói porque ela vem de quem menos esperamos.