Manchete Escândalo

ESCÂNDALO EM SAN ANTONIO

SAN ANTONIO STRAWHATS DESABA NO PLAY-IN POR CAUSA DE UM CLIQUE QUE NUNCA FOI DADO

Por Matheus de Paula · 11 de set ·2 min
ESCÂNDALO EM SAN ANTONIO

Investigação exclusiva revela que Dr. Sócrates, contratado para salvar a temporada, passou o ano inteiro no banco por um simples erro de posição que ninguém teve coragem de corrigir

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Existem tragédias gregas. Existem tragédias shakespearianas. E existe a tragédia do San Antonio Strawhats na temporada regular, um roteiro tão evitável que dói mais do que qualquer final de série. O enredo: um médico. Uma posição errada. E um time inteiro pagando a conta.

O diagnóstico que nunca chegou

Dr. Sócrates chegou ao Strawhats cercado de expectativa, rotulado no sistema como PF/C. Até aí, nada de anormal — se não fosse um detalhezinho: para encaixar no esquema titular que o técnico vinha montando, ele precisava ser recadastrado como C/PF. Uma inversão de duas letrinhas. Uma mudança de posição que qualquer estagiário de front office resolveria em trinta segundos.

Só que ninguém resolveu.

E assim, rodada após rodada, Dr. Sócrates — que deveria ser peça-chave da pintura — assistiu a temporada inteira sentado, sem entrar como titular uma única vez sequer: 0 jogos como titular em 63 disputados. Não por falta de talento. Não por lesão. Mas porque, tecnicamente, ele nunca existiu no lugar certo do sistema.

E o mais revoltante é que talento sobrava. Mesmo saindo sempre do banco, o "médico" entregava, em média, 26.7 minutos, 14.1 pontos, 7.7 rebotes, 1.8 tocos e 47.2% de aproveitamento nos arremessos — números de titular fácil em qualquer time da liga, empatado inclusive em pontos por jogo com Zaccharie Risacher, que É titular. Ou seja: o Strawhats teve o quinto maior pontuador do elenco brigando por minutos de reserva a temporada inteira, só porque duas letrinhas no cadastro nunca foram trocadas de lugar.

O efeito cascata

O que parecia um mero detalhe burocrático virou bola de neve. Sem Dr. Sócrates disponível para abrir jogo no five inicial, o Strawhats foi obrigado a escalar combinações remendadas, rotações sem noção de tática e um ataque tão contido quanto o médico ficava confinado ao banco. O resultado foi cruel e absolutamente previsível: o time fechou a temporada regular com 42 vitórias e 40 derrotas (.512), apenas 9º colocado do Oeste, 13 jogos atrás da liderança, 4º na divisão e um constrangedor 13º no Power Rank da liga — número que não combina em nada com o talento parado no banco. Destino final: a queda no Play-In, lugar nenhum time que se preze quer estar quando começou a temporada sonhando com playoffs de verdade.

Fontes internas (leia-se: qualquer um que olhou o elenco duas vezes) garantem que bastava uma mudança de posição — de PF/C para C/PF — para destravar tudo. Não aconteceu. E o Chapeu de palha, dessa vez, não resistiu por falta de bravura, não resistiu por incompetência administrativa.

Redação Rise FBa

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