FBA NEXT | Café com o Vilão: A Antevisão do Oeste
Quem são os favoritos no Oeste?

Faroeste Sem Lei: O Top 5 do Oeste que vai destruir a ilusão de muita gente na FBA Next
A pré-temporada mal começou e metade dos gestores da Conferência Oeste já juram de pé junto que estão prontos para brigar por vaga em playoffs. Tolice pura. O Lado Oeste da FBA Next promete ser uma verdadeira carnificina tática, onde projetos mal estruturados serão atropelados sem piedade logo nas primeiras rodadas.
Separamos o joio do trigo. Aqui está o Top 5 definitivo das potências do Oeste — e quem não gostou da classificação que faça o favor de montar uma defesa decente.
1. Denver Mountaineers: O Esquadrão a ser batido
Se existe uma franquia que entra na temporada regular com obrigação moral de erguer o troféu, essa franquia se chama Denver Mountaineers.
O elenco montado pela diretoria é, sem rodeios, uma covardia. O ataque será regido por Russell Westbrook, uma maquina descontrolada de acumular estatísticas que deve flertar com médias de triplo-duplo noite sim, noite também. Ao seu lado, a barganha do século: Paul George, o ala two-way de elite que ataca com elegância e tranca o perímetro na defesa.
Para completar o cenário de pesadelo dos adversários, o garrafão combina a sabedoria táctica do veterano Al Horford com o talento bruto do jovem prodígio vindo de UCLA, Kareem Abdrigo-Jabbar (OVR 82). Denver não tem apenas um time titular; tem uma máquina de moer rivais. Qualquer coisa abaixo das Finais será um vexame histórico.
No entanto, há uma grande pulga atrás da orelha deste colunista: o banco de reservas de Denver é perigosamente fraco. Se as estrelas precisarem de descanso ou enfrentarem problemas de faltas, o quanto essa falta de profundidade pode custar em jogos grandes?
2. Austin Biebers: O Rei no auge e o dilema da bola única
Meu candidato ao prêmio de MVP da temporada atende pelo nome de LeBron James (98 OVR). O Rei está no ápice absoluto de sua forma física e técnica, disposto a carregar Austin ao topo na marra.
O grande dilema é a convivência do elenco. Ter Carmelo Anthony (86 OVR) e o garoto Thallen Iverson (OVR 82) garante poder de fogo, mas também cria um engarrafamento de pontuadores que precisam da bola nas mãos. A nova adição do armador Jeff Teague será capaz de atuar sem a bola e organizar essa bagunça, ou será apenas mais um fominha brigando por arremessos? Do banco, o inconstante Tyreke Evans e o experiente Joakim Noah tentam dar sustentação a um projeto que depende 100% da sanidade de LeBron.
3. Portland Prost: O gigante sem cabeça?
Até onde um time sem um armador especialista pode chegar? O ponto forte do Prost reside no poder físico de suas alas com o jovem e explosivo Vincegardium Leviosa (OVR 82) e a eficiência de Gordon Hayward, além da brutalidade de DeMarcus Cousins (91 OVR) no garrafão.
A dúvida central em Portland cai sobre a armação: será Draymond Green (89 OVR) capaz de carregar toda a responsabilidade de organizar o jogo e ditar o ritmo desse time sozinho? Além disso, resta saber se o experiente Zach Randolph, vindo do banco, ainda tem lenha para queimar e ser útil em um verdadeiro contender, ou se é apenas um nome de grife em declínio.
4. Colorado Wildcats: A Sabotagem tática e a solidão de Kevin Durant
Colorado era o dono incontestável do 2º lugar deste ranking. Era. O gestor da franquia resolveu promover um verdadeiro festival de auto-sabotagem no mercado e conseguiu a proeza de destruir o espaçamento de quadra do próprio time em tempo recorde.
A troca recente diz tudo: despacharam o excelente Serge Ibaka para Montana em troca de Tristan Thompson — um jogador absolutamente mediano —, do calouro Kevin Looney (útil na defesa, mas cego e inofensivo no ataque) e uma troca de picks para 2027. Como se não bastasse entulhar o garrafão com jogadores incapazes de arremessar de longe, a comissão técnica insiste em manter Andre Roberson no quinteto titular, deixando no banco Austin Rivers, que é reconhecidamente superior e entregaria o espaçamento que o perímetro clama.
No meio desse caos tático desenhado pelo próprio GM, sobrou para Kevin Durant (97 OVR). KD é potencialmente o melhor pontuador da FBA Next, o jogador mais talentoso da liga nesse quesito e, neste momento, a estrela mais mal acompanhada do circuito. A falta de arremessadores ao seu redor vai sobrecarregar brutalmente o seu jogo ofensivo, forçando-o a criar arremessos sob dupla marcação a noite inteira. Fica a dúvida: Kemba Walker (89 OVR) terá capacidade real de dividir essa responsabilidade e ajudar KD? E o calouro Fadrick Ewiggins (OVR 82), conseguirá bancar um papel crucial logo no ano de estreia? Se o ataque depender exclusivamente de milagres individuais de Durant, questiono seriamente se a saúde do astro aguentará o desgaste de 82 jogos mais os playoffs (Se chegarem).
5. Phoenix Bottlers: A aposta ousada no fabuloso jovem Grills Webber
Muitos esperavam ver aqui elencos badalados como El Paso (de Nikola Jokic) ou Mesa (de Steph Curry). Mas a minha aposta para principal surpresa e cavalo negro do Oeste atende pelo nome de Phoenix Bottlers.
A estrutura do time é extremamente redonda. A armação está nas mãos do cerebral Ricky Rubio, encarregado de alimentar uma linha de arremessadores de elite formada por Klay Thompson (91 OVR) e Bojan Bogdanovic. No garrafão, o experiente Deandre Jordan garante os rebotes e a proteção de aro.
No entanto, todos os holofotes estão voltados para o novato Grills Webber (OVR 82). Vindo diretamente do lendário programa universitário de Michigan — onde fez história no Fab Five —, o garoto tem recursos de sobra para dominar a posição de ala-pivô. A pergunta de um milhão de dólares é: será que Grills Webber tem ombros largos o suficiente para carregar o peso do ataque de Phoenix logo em seu ano de estreia?
Contudo, a diretoria pisou na bola ao não se movimentar mais agressivamente na offseason para reforçar o banco. Sem profundidade na rotação, até onde a garotada de Phoenix aguentará o tranco do calendário sem estourar fisicamente na reta final?
Menções Honrosas: Seattle Dobby's
Não podemos fechar o Oeste sem citar Seattle, embora o tom aqui seja de absoluto ceticismo. O papel sugere talento com Karl-Anthony Towns (89 OVR), Khris Middleton (83 OVR) e o jovem Dwight Hogwarts (OVR 82).
Porém, Seattle gera mais dúvidas do que certezas: KAT terá maturidade para liderar e criar química real com o garoto Hogwarts na área pintada? E Middleton, terá paciência e capacidade para transmitir experiência a essa garotada antes que o vestiário desmorone?
Montana Bison: Acusado por 11 em cada 10 gestores de estar sem o menor tesão na liga, o GM Paulinho resolveu acordar do sono profundo e finalmente mexer as peças no tabuleiro. O poder de fogo no perímetro é inquestionável com Damian Lillard (90 OVR) e Bradley Beal (87 OVR), e a contratação de Serge Ibaka na calada da noite foi uma tacada de mestre para dar casca defensiva ao garrafão. O banco ainda ganha o auxílio do veterano Deron Williams. A grande vergonha do time é a posição de ala: contar com Nick Young em visível decadência — e que mesmo no auge nunca foi acusado de ostentar um QI de basquete aceitável — é um pesadelo tático. Uma grande responsabilidade recai sobre o calouro Paulit Henberlain (OVR 82), MVP do torneio da NCAA pela Universidade de Kansas, apesar da derrota dramática na final. O garoto tem pedigree universitário de sobra, mas terá peito para dar o próximo passo e carregar Montana aos playoffs?
Assinado,
O Vilão
Correspondente Oficial da FBA Next